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Estudantes de Nova Resende vão representar Minas Gerais em uma das maiores feiras científicas do país

  • Foto do escritor: mavitvnr
    mavitvnr
  • 23 de fev.
  • 2 min de leitura

A Escola Estadual Professor Caio Albuquerque, em Nova Resende, alcançou um importante reconhecimento nacional. O projeto “Pulso d’Água: Proteção das Nascentes de Minas” foi selecionado como finalista da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) 2026, evento promovido pela Universidade de São Paulo (USP).


A feira acontece entre os dias 16 e 20 de março, no campus Butantã, em São Paulo. Para viabilizar a participação dos estudantes, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) irá investir cerca de R$ 10 mil no custeio das despesas da equipe.


O trabalho teve início em 2025 dentro das disciplinas integradoras do ensino médio e, pouco a pouco, ganhou proporções maiores. Desenvolvido por alunos do 2º ano, o projeto conquistou o 1º lugar em Ciências Biológicas e o 1º lugar geral na feira científica do Instituto Federal do Sul de Minas – Campus Muzambinho, resultado que garantiu a vaga na etapa nacional.


Segundo o diretor da escola, Claudinei Donizete Tibúrcio, a iniciativa surpreendeu até a própria equipe pedagógica.

“De início era algo pequeno, mas foi ganhando força e hoje é motivo de orgulho para toda a escola”, destacou.


A proposta alia educação e preservação ambiental, incentivando o cuidado com as nascentes — fundamentais para o abastecimento e para a economia regional. Sob a coorientação do vice-diretor Marcos Antônio Reis Farias, os estudantes promoveram palestras, oficinas e apresentações teatrais para envolver a comunidade.


“Buscamos algo que dialogasse com a realidade dos estudantes e despertasse o protagonismo deles”, explicou o educador.


Para os alunos, a experiência já é marcante antes mesmo da apresentação nacional. A estudante Layne Eduarda Resende de Lima afirma que o projeto mudou a forma de enxergar a ciência. “Foi uma vivência muito positiva. Estamos animados com a Febrace.” Já Amanda de Oliveira Lourenço ressalta o impacto social: “Aprendemos que pequenas ações podem mudar nossa comunidade”.


Criada em 2003, a Febrace reúne projetos científicos e tecnológicos de estudantes de todo o Brasil e é considerada uma das principais vitrines de iniciação científica do ensino básico no país.


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