Receita Federal e PMMG realizam Operação Atacado Central em Nova Resende e Alfenas
- mavitvnr
- 24 de out. de 2025
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Nova Resende/MG – A Receita Federal e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) realizaram, nesta sexta-feira (24/10), uma operação conjunta de combate ao contrabando e descaminho nas cidades de Nova Resende e Alfenas. A ação faz parte da Operação Atacado Central, que costuma ocorrer na região metropolitana e agora está sendo expandida para o interior do estado, com o objetivo de enfrentar o crime organizado e o comércio irregular de produtos.
Em Nova Resende, as investigações apontam que um estabelecimento comercial importava eletrônicos de forma irregular, revendendo os produtos para todo o país por meio de plataformas de e-commerce e redes sociais. Durante a ação, foram apreendidos 84 volumes em transportadoras ligadas ao comércio investigado.

Já em Alfenas, o alvo foi um estabelecimento do ramo de vestuário e calçados, suspeito de comercializar produtos falsificados, vendidos como “primeira linha”, prática que engana os consumidores.

Ao todo, a operação resultou na retenção de mercadorias avaliadas em R$ 650 mil, incluindo receptores de sinal de TV, smartphones, roteadores, vestuários e calçados.
Os comerciantes terão um prazo para comprovar a regularidade das mercadorias. Caso não consigam, os produtos serão declarados perdidos ao final do processo fiscal.
Segundo a Receita Federal, a operação tem também um caráter educativo, buscando conscientizar comerciantes e consumidores sobre os riscos e prejuízos da compra e venda de produtos ilegais. Esses itens são resultado de contrabando, descaminho e falsificação, o que causa sonegação de impostos, concorrência desleal e pode estar ligado a crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e danos à saúde pública.
A Receita Federal reforça que produtos importados só podem ser comercializados no país mediante:
Importação regular das mercadorias
Certificação do Inmetro
Homologação da Anatel
Controle sanitário da Anvisa
A ação contou com o apoio do Fórum Nacional Contra a Pirataria e integra o movimento nacional de defesa do mercado legal, que gera empregos e atrai investimentos.

Os produtos apreendidos passam por um processo de descaracterização, para reduzir o impacto ambiental da destruição das mercadorias. Após esse processo, roupas e calçados podem ser doados a instituições beneficentes, enquanto celulares e eletrônicos podem ser destinados a órgãos públicos e projetos sociais por meio do Programa Receita Cidadã.







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